CORONAVÍRUS Fev 12, 2020 Crédito: Eduardo Wachholtz / RVA

Venâncio-airense relata preconceito e desconforto com brasileiros que vieram da China em meio ao surto do coronavírus

Além dos fatos notados presencialmente, piadas em redes sociais têm constrangido os envolvidos

- Foto: Divulgação/Facebook

O venâncio-airense Mauro Hart está passando por quarentena na Base Aérea de Anápolis, em Goiás. Conforme relato do piloto, os brasileiros que vieram da China e passam pelo processo para garantir a segurança da população enfrentam casos de preconceito e desconforto. Além dos fatos notados presencialmente, piadas em redes sociais têm constrangido os envolvidos.

Em entrevista à Rádio Venâncio Aires, Mauro Hart explicou que o sentimento de rejeição existe. “Aqui no Brasil, quando foi pleiteada essa viagem e até depois que foi aprovada, muitos comentários nas redes sociais, de rejeição. ‘Fiquem na China’, ‘morram por aí’, coisas de tipo. Então a gente já está esperando certo nível de rejeição assim que a gente sair da quarentena”, disse.

Hart destacou que residentes de Wuhan, epicentro do coronavírus, estão sendo descriminados desde o início do surto do coronavírus: “tem uma história de outro amigo que viu em outra cidade. Um taxista parou, saiu gritando ‘você, de Wuhan, saía aqui do meu carro’ e jogou as malas no meio da rua. As pessoas de Wuhan acabaram sendo uma ameaça para toda população”.

 

O coronavírus em números

Segundo dados disponibilizados pela Comissão Nacional de Saúde da China, 185.037 pessoas estão atualmente sob observação médica. Existem 44.730 casos confirmados no país da Ásia Oriental e 397 registros em outros países. Ainda de acordo com as autoridades, 1.115 morreram por conta da doença. O Brasil monitora oito casos suspeitos, sendo um no Rio Grande do Sul.

Ouça o relato: 

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