Venâncio Aires Fev 08, 2020 Crédito: Veridiana Röhsler / RVA

Projeto Coletoras de Sonhos desenvolve atividades de empoderamento com mulheres do bairro Battisti

S?o levadas ?s mulheres oficinas e palestras, que visam facilitar a vida das participantes e inform?-las sobre direitos

- Foto: Eduardo Wachholtz / RVA

É através do relato da própria história de vida, que uma moradora de Venâncio Aires busca encorajar mulheres a não desistir dos objetivos. Luciana Oliveira de Souza, de 44 anos, desenvolve no bairro Battisti o projeto Coletoras de Sonhos. Funcionária e estudante do curso técnico em Secretariado no IFSUL, promove atividades de empoderamento para 26 mulheres, em uma iniciativa dela e de colegas no Instituto Federal.

Em entrevista à reportagem da RVA, Luciana explicou que o projeto foi idealizado em novembro do ano passado e começou pelo bairro Battisti, porque lá existe um grande número de mulheres que são as responsáveis por manter as famílias. “Todo mundo já marginalizou a Battisti. Dizem que é um lugar de pessoas que não gostam de trabalhar e que é um vila muito feia. Mas não é assim. Nós começamos pela Battisti em função de ali ter muitas mulheres que são pilares de suas casas”, ressaltou Luciana.

Com o projeto, são levadas às mulheres do bairro Battisti oficinas e palestras, que visam facilitar a vida das participantes e informá-las sobre seus direitos: “nós temos palestras, principalmente sobre autoestima e direitos da mulher. Também tivemos uma oficina sobre produtos de limpeza, quando elas aprenderam a fazer sabão em pó e detergente baratos, porque sabemos que nem sempre elas têm dinheiro para comprar. Nós queremos levar a elas coisas fáceis e também a informação, como sobre violência doméstica, pensão alimentícia e outras coisas”.

Durante os encontros, Luciana Oliveira de Souza destaca a própria história de vida. Abandonada pela mãe após o nascimento, ela sofreu violência e chegou a morar na rua, em Porto Alegre. “ Eu sempre conto essa história como forma de motivação. “Quando eu nasci, minha mãe nem me tirou do hospital. Sofri todo tipo de violência e, com 18 anos, resolvi que não queria mais passar por isso, e fugi de casa”, relatou.

O projeto Coletoras de Sonhos tem encontros semanais, nas tardes de sábados. Interessados em colaborar ou conhecer a iniciativa, podem participar das atividades a partir das 14h, na comunidade do bairro Battisti. Para os próximos meses, está programada a realização de um café colonial e de sessão de fotos para as participantes. Para garantir a realização das ações, o grupo vai precisar contar com a ajuda da população. Outras informações podem ser obtidas através da página do grupo no Facebook ou pelo telefone (51) 99897-0114.

Confira áudio com falas de Luciana Oliveira de Souza, realizadora do projeto Coletoras de Sonhos.

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