Venâncio Aires Abr 11, 2019 Crédito: Veridiana Röhsler / RVA

Coordenação Regional de Mulheres da Fetag realiza treinamento com agricultoras que participam da Marcha das Margaridas

O evento ocorre em agosto em Brasília e vai contar com a participação de sete mulheres de Venâncio Aires

- Foto: Veridiana Röhsler / RVA

Nos dias 13 e 14 de agosto, ocorre em Brasília, a 6ª edição da Marcha das Margaridas. A mobilização nacional deve reunir mais de 100 mil mulheres na Capital Federal. Da regional da Fetag dos Vales do Rio Pardo e Baixo Jacuí participam 41 pessoas. Sete delas são representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Venâncio Aires.

Nesta quinta-feira, 11, a organização realizou um encontro preparatório à Marcha. O evento ocorreu no Seminário São João Batista em Santa Cruz do Sul. Na oportunidade, as participantes realizaram dinâmicas de grupo e puderam se conhecer melhor. As mulheres relataram experiências de vida e destacaram os desafios de quem trabalha no campo e tira o sustento da agricultura familiar. Elas receberam ainda orientações sobre a viagem e próximos treinamentos. Quem comandou o evento foi a coordenadora regional de Mulheres da Fetag, Vilce Leão.

De Venâncio Aires, vão participar da Marcha das Margaridas as agricultoras Rosenei Neumann, Angela Wenzel Caetano, Maribel Griesang, Carline Linke, Adriane Metz, Helena Jantsch e Flávia Heck. O próximo encontro de preparação será em 18 de junho.

Por que Marcha das Margaridas?

O nome da Marcha é uma homenagem a Margarida Maria Alves. Ela foi uma sindicalista e defensora dos direitos humanos. Foi uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no país, e sua história de luta inspira a Marcha das Margaridas, que foi criada em 2000. Foi responsável por mais de 100 ações trabalhistas na justiça do trabalho regional, tendo sido a primeira mulher a lutar pelos direitos trabalhistas no estado da Paraíba durante a ditadura militar. Foi assassinada por um matador de aluguel. O crime foi considerado político e comoveu não só a opinião pública local e estadual, mas a nacional e internacional, com ampla repercussão em organismos políticos de defesa dos direitos humanos. Uma de suas frases que se tornou lema da luta sindical é: "É melhor morrer na luta do que morrer de fome".

 

c